Projeto Escola Zé Peão

Quem Somos

A Coordenação Pedagógica do PEZP é composta por profissionais qualificados que atuam com base na proposta pedagógica do Projeto cujo objetivo é desenvolver uma educação que promova a capacitação do operário para enfrentar o contexto social, econômico, político, sindical e educacional contemporâneo. A Coordenação do Projeto decidiu levar a escola ao local de trabalho, implantando salas de aula dentro do próprio canteiro de obras, o que auxiliou a equipe a elaborar, com maior clareza, a relação postulada entre escola e trabalho produtivo.

Educadoras(es): Os educadores são alunos dos cursos de licenciatura da UFPB e se inscrevem através de edital. Passam por uma avaliação escrita com questões específicas sobre a EJA e a Educação Popular. Após o processo de seleção concluído os candidatos/as participam de uma formação inicial (60 horas), organizadas em quatro blocos temáticos distintos: Identidade e Cultura; Histórico e Metodologias aplicadas a EJA, numa perspectiva de Educação Popular; Planejamento e Avaliação e Aulas Simuladas. Ao final do curso é feita uma entrevista, onde são vistas a disponibilidade de tempo do candidato/a, sua participação e envolvimento com as ações da comunidade e mais, seu real interesse em trabalhar com alfabetização de jovens e adultos. Aos candidatos selecionados é oferecida formação continuada no processo de ensino aprendizagem dos educandos.

O aluno- operário: Os alunos-operários da Escola são, em sua grande maioria, de origem rural, do sexo masculino, de baixa renda, relativamente jovens, pouco qualificados e com baixo nível de escolarização formal. Dados coletados a partir das fichas de matrícula permitem afirmar que expulsos do campo, pela falta de terra ou de oportunidades de trabalho, os trabalhadores/alunos desembarcaram na cidade desprovida do preparo mínimo exigido para o mercado formal de trabalho na cidade. A precariedade nos níveis de escolarização e a ausência de qualificação profissional os sujeitam aos empregos mais duros e penosos, de pior remuneração e mais suscetíveis à rotatividade e ao desemprego, de que resultam péssimas condições de sobrevivência.